A inadimplência das famílias voltou a subir em abril, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta sexta-feira (25). De março para abril, a taxa subiu 0,2 ponto percentual, para 7,6%, atingindo o mesmo nível do início do ano. Esse patamar é o maior desde dezembro de 2009, quando ficou em 7,7%.
O BC considera inadimplência o percentual do saldo em atraso acima de 90 dias em relação ao total. No caso das empresas, a inadimplência ficou estável em 4,1%.
Já a taxa média de juros cobrada das famílias caiu 2,3 pontos percentuais para 42,1% ao ano. As empresas pagaram uma taxa média anual de 26,3%, com redução de 1,4 ponto percentual em relação a março. Com isso, a taxa geral (empresas e pessoas físicas) ficou em 35,3% ao ano em abril, queda de 2 pontos percentuais em relação a março.
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No mês passado, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciaram redução de taxas de juros e foram seguidos por bancos privados.
Por outro lado, de acordo com a SERASA EXPERIAN, os dados são otimistas: o índice de inadimplência do consumidor estará menor no segundo semenstre deste ano.
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor recuou 1,4% em março de 2012, atingindo o patamar de 98,2 pontos. O recuo do indicador em março vem na sequência de uma série de quedas mensais, as quais ocorrem desde o terceiro trimestre de 2011, e sinaliza que o patamar de inadimplência dos consumidores já estará menor no segundo semestre deste ano em relação aos níveis apresentados nos primeiros seis meses de 2012.
O menor ritmo de crescimento do endividamento do consumidor, o maior rigor na concessão de crédito por parte dos agentes financeiros e a continuidade dos ganhos salariais acima da inflação deverão sustentar este movimento de recuo gradual da inadimplência, salientam os economistas da Serasa Experian.
Fonte: O TEMPO On Line e SERASA.



