Parem de ser chatos: um desabafo

Com o perdão da temática do blog, mas me senti obrigada a escrever isso, que é um desabafo bem informal. O motivo: é que todo mundo tem ficado chato, e sem motivo, tudo por conta das eleições (veja só como estão rendendo isso)…

Então vamos lá.

Olha, tá chato ler o dia inteiro gente bradando sobre o Impeachment da Dilma, como se fosse só compartilhar uma imagem, assinar uma petição no Avaaz ou obter o maior número de curtidas em um post do Revoltados ON LINE.

Eu sei que o Aécio e o FHC, as melhores figuras políticas do Brasil na atualidade, exemplos de esforço, cidadania, transparência, liberdade de expressão e trabalho duro, estão empenhados nessa empreitada, os quais muitos insistem em acreditar cegamente. Isso foi irônico, e reforço a integridade de um desses senhores convidando vocês para a leitura da matéria que comprova que o Sr. Aécio não perdoa nem quem está no mesmo partido que ele (clique aqui)

Mas nós, cidadãos comuns (que querem assim ser considerados), para não sairmos por aí “defecando” pela boca, temos que saber o mínimo desse assunto aí. Poxa gente, é o mínimo.

Eu sou advogada, mas não sou especialista nessa área. Mesmo assim estou aqui tentando estudar sobre o assunto e ajudar muita gente a não fazer papel de palhaço.

Primeiro, Lei n. 1079 de 10 de abril de 1950. Basta jogar no Google “lei do impeachment” que ela aparece em um dos primeiros links. Logo, se você tem internet para ler esses posts de facebook, não justifica não ter tido o mínimo de curiosidade para pesquisar sobre o que é, de verdade, um impeachment no Brasil.

Por essa lei, se o Presidente da República cometer crimes de responsabilidade, previstos nessa lei, o processo de impeachment será iniciado no Congresso Nacional.

São considerados crimes de responsabilidade, de acordo com a lei – art. 4º, aqueles atos que atentarem contra: a existência da União; o livre exercício do poder Legislativo, do poder Judiciário e dos poderes constitucionais estaduais; o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; a segurança interna do país; a probidade na administração da máquina pública (honestidade administrativa quando objetivamente ameaçada); a lei orçamentária; a guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos, e o cumprimento das decisões judiciárias (que não couberem mais nenhum tipo de recurso, e portanto, transitadas em julgado).

Também é possível que o presidente da República, cometendo algum crime comum (previsto no Código Penal) sofra processo de impeachment, mas então esse procedimento deverá ser iniciado no STF, diretamente.

A Constituição da República de 1988, artigos 85 e 86, trazem semelhante redação, ao dispor sobre os crimes cometidos pleo Presidente da República e o julgamento.

Uma coisa que precisa ser dita é sobre o art. 14 da Lei 1.079/50: que TODO cidadão pode denunciar o Presidente da República por crime de responsabilidade, perante a Câmara dos Deputados.

Outra coisa importante é que o atual presidente não poderá ser responsabilizado por atos (criminosos ou de responsabilidade) cometidos pelo presidente anterior. Isso é a lei que prevê, então não adianta querer o impeachment da Dilma com base naquilo que aconteceu no Governo Lula (e que ele saiu culpado – o que sabemos que não aconteceu).

Então aqui já fica muito bem esclarecido que NÃO PRECISA assinar petição on line, curtir foto de “Fora Dilma”, ir nas ruas com caras pintadas de azul dizendo “Fora PT”, se vestir de “BlackBlock” ou sei lá mais o quê. Junta a grana, vai pra Brasília e entra com a denúncia lá, meu caro. É ASSIM QUE SE FAZ, pelo que a lei prevê.

Segundo o art. 86 da Constituição Federal, admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. Isso quer dizer que, depois que você, cidadão comum, entrar com a denúncia – seja você sozinho ou uma denúncia com 100 milhões de assinaturas – DEPENDERÁ DA APROVAÇÃO DA MAIORIA DO CONGRESSO PARA IR ADIANTE.

Leia mais aqui: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/cidadaos-pecam-ao-desconhecer-legislacao-do-impeachment/

Agora, encaremos os fatos: o Congresso, formado atualmente por 513 deputados e 81 senadores. De toda essa turma, 304 deputados e 52 senadores são da base aliada do PT, ou seja, A MAIORIA.

Os Ministros do STF são todos indicados pelo presidente da República. Cada ministro ali provavelmente está amarrado com uma gama de pessoas que exerceram poder de influência para tornar a nomeação possível, sem desmerecer, claro, a competência e notório saber jurídico de cada um ali.

FHC e Aécio encomendaram o parecer do Ives Grandra. Primeiro é importante dizer que um “parecer jurídico” é alguém dando a sua opinião sobre um tema e apresentando o embasamento jurídico para isso. Só que o Direito em si é dinâmico e dialético, de modo que tudo é passível de argumentação. Isso faz com que o parecer não seja um aval absoluto e indiscutível de que o impeachment da Dilma será efetivamente concretizado.

Pra eu que trabalho na área, posso dizer com propriedade que esse jurista. Sr. Grandra, tem lá seus méritos, mas é muito criticado por suas opiniões polêmicas. Por exemplo, ele já manifestou defender direito de indenização aos condenados pelo Mensalão, em entrevista já disse que José Dirceu foi condenado pelo STF sem provas e é árduo crítico do governo petista. É crítico ainda do projeto do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, que defendia o aborto, o laicismo do Estado (proibindo a exposição de figuras religiosas em todos os lugares públicos). Ele mesmo já demonstra a finalidade do parecer que fez (a meu ver, voltado para distorcer alguns fatos e conclusões), e por isso não é a toa que foi o jurista escolhido para fazê-lo (e não estou desmerecendo a respeitada carreira jurídica dele, por favor).

Olha esse link aqui, entrevista com um outro jurista, igualmente respeitado no ramo, sobre a seriedade do parecer do Ives Grandra:

http://everaldobrizola.jusbrasil.com.br/artigos/166134186/jurista-dalmo-de-abreu-dallari-aponta-a-fragilidade-dos-argumentos-de-ives-gandra-marins-no-parecer-em-que-defendeu-o-impeachment-da-presidente-dilma-rousseff

Com isso tudo já dá para refletir sobre o quanto essa ideia de Impeachment, incitada pelo Senador Aécio e ex-presidente FHC irá caminhar. Vai servir para incitar a ira de boa parte do povo que ainda acredita que o Aécio seria uma mudança por um país melhor (fingindo amnésia sobre várias coisas do governo dele em Minas e no Senado).

Outra coisa engraçada é quem fica falando de “petralhas” por aí, mas quando o assunto é o Pimentel (PT) aqui em BH e Minas, se silenciam. Uai, mas não é tudo do mesmo partido?

Acho que muita gente tem é que acordar para a realidade, sabe? Deixar de ser chato. É clichê falar isso, eu sei que é. Mas enche o saco a chatice que começou em outubro e tá rendendo até agora, e a maior parte, no Facebook.

As eleições já ocorreram e já se encerraram. Tudo ocorreu dentro do processo democrático previsto na Constituição Federal, fruto de lutas populares sérias (ou ao menos mais sérias das que temos visto por aí).

A oposição tentou rebater dizendo que as eleições foram fraudadas: não conseguiram. Tentaram rebater agora com esse parecer de impeachment, e que também não vai dar em nada. Aguardem que amanhã vão inventar outra coisa, e parte da população, facilmente manipulável pelo discurso do ódio, vai seguir o bonde gritando “Dilma vagabunda” e achando que são os donos da razão. Menos, né …

“Tem gente passando fome, mas a culpa não é minha porque votei no Aécio”: que exemplo de civilidade, até porque antes de 2002 ninguém morria de fome nesse país, certo?

E que falar da seca que muita gente inventou de relacioná-la ao PT? Oh galera, lembro na época da escola, lá em idos de 1998 e 1999, que falávamos de racionamento de água, de energia e, desde aquela época, eu já aprendi na escola – pública, aliás – que o agronegócio e a industria eram os maiores responsáveis pelo consumo de água no mundo.

“ A culpa não é minha porque não votei na Dilma”. Ótimo pra você, está dando um bom exemplo de “mau perdedor”, de antidemocracia e anti-cidadania. Sabe de uma coisa? As passagens pra Miami ainda estão à venda na CVC e você pode parcelar de até 10x sem juros (clique aqui).

Mas se não quer ir pra lá, pare de encher o saco.

O país não está bom, estamos na iminência de uma crise – seguindo tantas outras que tem ocorrido pelo mundo afora – mas em nada ajuda cruzar os braços, assinar petição on line e fazer beicinho. Você, assim como eu, não tem saída e vai continuar aqui pelos próximos quatro anos, então tente pelo menos se esforçar para fazer do seu país, Estado ou cidade um lugar melhor para viver. Porque é isso que teremos que fazer, na falta de governanteS sérios para conduzir a máquina pública de uma forma que consiga buscar o equilíbrio entre o econômico e o social, fazendo o país crescer mas sem esquecer as políticas sociais que as pessoas menos abastadas precisam para serem menos excluídas do acesso a qualquer bem.

O conhecimento é a luz que vai tirar cada cidadão da caverna da ignorância. Só tentem saber um pouquinho antes de reclamar demais, odiar demais e se frustrar demais.

O Governo atual está cheio de falhas? Está sim, mas sem vício nulo ou anulável no processo de eleição, é ele que vai continuar por aí por mais quatro anos.

Corrupção não é herança do Governo atual (apesar da recente difusão dos meios de comunicação facilitar a propagação de informações e ajudar a divulgar esses problemas), e isso nem precisa ser dito novamente.

O que acredito que dê pra fazer é colocar força em movimentos populares com reivindicações sérias (e não essa palhaçada aí de “Impeachtment”, “Pela volta da Ditadura Militar porque o poder é do povo”, que né… parece pirraça de menino quando contrariado pela mãe).

É esse meu desabafo. Lê quem quiser.

E to sem saco pra ficar discutindo que sou “petralha”, sou “petista”, “a culpa não é minha porque votei na Dilma” e tal. Você tem a opção de não ler esse textão aqui, assim como tem a opção de fazer um comentário inútil e eu, de ignorá-lo.

E pode continuar me cumprimento na rua. Não é porque você discorda da minha opinião que vou odiar você.

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Novo sistema para cobrança da CEMIG entra em vigor a partir de 1º de janeiro

Estou divulgando a mensagem que recebi por e-mail da empresa.

O novo sistema de cobrança, por bandeiras separando as tarifas, objetiva repassar para o consumidor os custos na produção de energia elétrica, quando há períodos de crise (como escassez de chuvas, por exemplo). Dessa forma, o consumidor será mais onerado, pois isso não dependerá dos pequenos reajustes anuais que a companhia faz em suas contas, mas dependendo do período do ano, a cobrança poderá ser feita no valor de até R$3,00 (três reais) por cada 100 KwH consumido.

Veja o informativo a seguir:

Bandeiras Tarifárias

O Sistema de Bandeiras Tarifárias representará novidade nas contas de energia a partir de 1º de janeiro de 2015.

A energia elétrica no Brasil é gerada predominantemente por usinas hidrelétricas (UHE) que, para funcionar, dependem do regime de chuvas e do nível de água nos reservatórios. Quando há muita água armazenada, as usinas termelétricas (UTE) não precisam ser ligadas e o custo de geração é menor.

Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas podem ser acionadas, a fim de poupar água nos reservatórios das hidrelétricas. Com isso, o custo de geração aumenta, pois são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel.

O Sistema de Bandeiras Tarifárias sinalizará na conta de luz se o custo da energia estará mais caro ou mais barato no mês seguinte, de acordo com as condições da geração de eletricidade. A medida irá permitir que o consumidor controle melhor o valor que pagará no mês seguinte, já que terá uma noção mais clara sobre o custo da eletricidade naquele período.

O mecanismo também trará certo alívio às distribuidoras, pois os custos extras com geração de energia mais cara, em curto prazo, serão repassados nas faturas.

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Acréscimo de R$ 1,50 ou R$ 3,00 para cada 100 kWh consumidos (nos casos de MT, B1 normal e B3). Para as outras classes os valores são diferenciados.

O acionamento de cada bandeira tarifária será sinalizado mensalmente pela Aneel, de acordo com informações prestadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), conforme a capacidade de geração de energia elétrica do país.

A informação da bandeira vigente estará disponível permanentemente na página da Cemig e o período de aplicação da bandeira tarifária será o primeiro dia do mês subsequente à data de divulgação.

A seguir, links para cartilhas informativas/educativas orientando o consumo:
Energia Inteligente

Cartilha de Economia de Energia

Manual de Gerenciamento de Energia

Dicas para a sua economia

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[Off-Topic] A polêmica em torno do Auxílio Reclusão e a PEC 304/13

Hoje quero escrever um texto sobre um assunto que, a falta de informação, ou melhor, a falta de interesse em se buscar melhor a informação, mantendo-se na ignorância completa, me incomoda.

Estou dispensando todas as formalidades para deixar clara a minha opinião aqui.

Sem1 título

Tudo bem que a Câmara dos Deputados quer só saber a opinião dos internautas, e que cada um pode votar quantas vezes quiser nisso daí, mas eu não posso deixar de manifestar minha opinião sobre o ABSURDO (sim, em caixa alta) que é isso.

Primeiro, uma coisa importante que até o amigo Breno Barroso chamou a atenção: a pesquisa, ardilosamente, colocou duas questões diferentes na mesma enquete, e para responder as duas juntas você terá de escolher somente pelo “sim” ou “não”.

Outra coisa é a opinião da Deputada autora do projeto: “o fato do criminoso saber que sua família não ficará ao total desamparo se ele for recolhido à prisão, pode facilitar na decisão em cometer um crime.”.  Claramente, a pena estará sendo cumprida não só pelo preso que está recluso (sem querer ser redundante), mas a sanção está sendo estendida à sua família, ou seja, muito além da pessoa do apenado. Então, aos olhos dessa cidadã, a família do criminoso é igualmente culpada pelo crime que ele cometeu. Me digam cadê o sentido nisso?

Em contrapartida à proposta para se excluir o auxílio reclusão, a Deputada propõe que se crie um novo benefício, de um salário mínimo mensal, para amparar vítimas de crimes e suas famílias, pago pelo tempo que a vítima estiver afastada do emprego ou, em caso de morte, convertido em pensão. Olha a inteligência desse benefício: aqui, a vítima não é só a pessoa que sofre crime, em sim, mas estende-se à sua família também e ele deverá ser cumulado com qualquer indenização que for concedida sobre o mesmo fato (dano à vítima).

Outro ponto é que eu não consigo apreender a causa motivadora da vítima de um crime ter um benefício da Previdência Social. Não é que eu não esteja me apiedando da condição, até porque são raríssimas as pessoas no Brasil que nunca sofreram um crime. Mas, qual a condição de assistência, à exceção daqueles que morram durante o ato criminoso ou que fiquem debilitados? O choque, o trauma, as noites sem sono? O valor das coisas materiais que foram roubadas ou destruídas com o crime? É muito subjetivo, e muito complicado querer mensurar isso com o pagamento do benefício: a PEC nem é muito clara, apesar da justificação mencionar que é em razão das sequelas da vítima.

Esse projeto está muito errado no que pertine ao Auxílio Reclusão.

O direito ao auxílio-reclusão é daqueles contribuintes da Previdência Social que, enquanto estiverem reclusos, o benefício será pago aos seus dependentes, sua família.

Não é um dinheiro que sai do seu bolso para ajudar bandido: é dinheiro que todos os contribuintes desembolsam, é o mesmo dinheiro que custeia o seguro-desemprego do João, a licença-maternidade da Maria e a aposentadoria  do José.

Por exemplo, José contribui para a licença-maternidade da Maria, mesmo sem ele poder ser “mãe”.  Entendem? É assistência mútua – e não altruísmo – o que move o sistema da Assistência Social.

Essa é a natureza da Previdência Social e ponto. Você contribui, para assegurar que num futuro, quando estiver em situação que necessite de um dos benefícios previstos, venha a Previdência te assegurar, amparando o cidadão.

Permitir que um benefício seja excluído com argumentos tão malucos é fragilizar todo o sistema e abrir um precedente para, num futuro próximo, extinguirmos outros benefícios – diga-se, direitos – também.

Já imaginou se mais pra frente alguém propõe a redução ou extinção da aposentadoria para poder aumentar as parcelas do seguro-desemprego? É a mesma lógica.

Pois é.

Por isso é preocupante o que essa enquete pode refletir.

Por mais que a esmagadora maioria esteja votando “sim” para que a vítima de crime seja indenizada, sem saber ela está votando “sim” também para a extinção de um benefício da previdência social, o que poderá abrir a brecha para extinguir, em nome do “povo”, qualquer outro direito ali assegurado.

Então, se você pretende votar nessa enquete, se informe antes. Aproveite o navegador aberto e abra uma página de pesquisa para ler meras dez linhas sobre o assunto. E se ainda assim não quiser fazer isso, que ao menos vote no “sem opinião formada”, que é mais escusável que votar pelo “sim” sem ao menos saber o porquê.

A enquete pode ser acessada nesse link (e até onde eu li, não tem previsão de encerramento):

http://www2.camara.leg.br/agencia-app/resultadoEnquete/enquete/CF458143-50F3-4AD9-9685-61F8B1A5A8C2

Informações sobre a PEC 304/13:

Inteiro teor:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=66F679B741C71FF2D70CFDF68E7D81EE.proposicoesWeb2?codteor=1123340&filename=PEC+304/2013

Notas da Câmara dos Deputados:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SEGURANCA/461053-FIM-DO-AUXILIO-RECLUSAO-E-TEMA-DE-NOVA-ENQUETE-DO-PORTAL-DA-CAMARA.html

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ASSISTENCIA-SOCIAL/460890-PEC-ACABA-COM-AUXILIO-RECLUSAO-DE-CRIMINOSO-E-CRIA-BENEFICIO-PARA-VITIMAS-DE-CRIMES.html

Tem até petição pública para “acabar com o auxílio reclusão”. Isso só reforça a minha frustração.

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MPMG e Procon-MG: Cadastro de telefone para Sistema de Bloqueio de tele-marketing

 

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O #MPMG, por meio do Procon-MG, criou um sistema em que o consumidor poderá cadastrar, gratuitamente, números de telefones fixo ou móvel em uma lista antimarketing. A partir do cadastro, em 30 dias, todo fornecedor estará proibido de promover o marketing direto ativo para os números indicados, desde que estes sejam registrados em Minas Gerais. Apenas poderão realizar o contato entidades filantrópicas e empresas que sejam expressamente autorizadas pelo consumidor.

O fornecedor que não respeitar a vontade do consumidor ficará sujeito à multa, de acordo com o art. 57 do Código de Defesa do Consumidor, e à aplicação de medidas administrativas mais severas, como a suspensão temporária de atividade, em casos de reincidência.

O cadastro no sistema será válido por um ano. Ao final desse período, o sistema enviará alerta para o e-mail do usuário informando a necessidade de revalidação do cadastro.

Acesse o sistema de bloqueio: http://goo.gl/w4WkJy

Fonte: MPMG (Página no Facebook)

Referência: MPMG

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EM: Ovos de Páscoa perdem peso e ficam mais caros em BH, constata Procon

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Matéria divulgada pelo Estado de Minas e reproduzida a seguir:

Os ovos de Páscoa estão mais leves e mais caros na capital mineira, segundo pesquisa do Procon da Assembleia realizada entre os dias 28 de março e 2 de abril junto a 17 estabelecimentos. Segundo o levantamento, este ano, os produtos estão, em média, 7,21% mais ‘salgados’ em relação a 2013. O levantamento detectou também diferenças de preço superiores a 70% para um mesmo produto. Além disso, alguns ovos, apesar de manterem a mesma numeração, sofreram redução de peso.

Alguns produtos registraram aumentos superiores a 60%, como é o caso dos ovos Tortuguita (110g) e Fanático (160g), ambos da Arcor. Já o Serenata de Amor (375g), da Garoto, teve reajuste de 44,57%. Dependendo do estabelecimento procurado, esse ovo pode ser encontrado por R$ 25,99 ou R$ 44,98, uma diferença de 73,07%.

Variação significativa também foi observada no ovo Sonho de Valsa, da Lacta: 72,79% entre o mais barato e o mais caro. Esse produto, aliás, foi um dos que perderam peso em relação ao ano passado. Em 2013 o de número 15 pesava 350 gramas, mas este ano caiu para 270 gramas. O mesmo ocorreu com outras marcas. A caixa Miniovos Especialidades Nestlé, por exemplo, passou de 236 gramas para 180 gramas, e mesmo assim o preço subiu 15,52%, em média.

O Procon Assembleia orienta o consumidor a não ter o número impresso na embalagem como referência na hora de comprar, e sim o peso. Nem mesmo as numerações indicadas pelos fabricantes nos rótulos são equivalentes entre as marcas.

Confira AQUI a tabela comparativa divulgada pelo PROCON-Assembleia.

Nesse mesmo documento, há dicas importantes para os consumidores para a compra de Ovos de Páscoa:

• Comprar ovos de chocolate pelo peso, pois as numerações indicadas pelos fabricantes nos
rótulos não são equivalentes entre as marcas.
• Observe no rótulo o prazo de validade e a indicação de temperatura para conservação.
• Não compre produtos com embalagens danificadas.
• Fique atento aos preços nas gôndolas, pois caso seja diferente do valor cobrado no caixa,
vale o menor preço.
• Exija sempre o cupom fiscal.
• Para sua segurança, verifique se o estabelecimento possui o selo da vigilância sanitária.
• O Procon Assembleia-MG não se responsabiliza pela qualidade do produto nem pelas
alterações dos preços.
• A atenção do consumidor deve aumentar caso ele opte por versões “light” ou “diet” dos
ovos de Páscoa convencionais. Isso porque as nomenclaturas “light” e “diet” não significam
necessariamente que esses produtos sejam isentos ou tenham percentual reduzido de açúcar e
energia.
• Evite levar as crianças para as compras, pois a influência delas pode levar a gastos
exagerados e desnecessários.
• Nas embalagens dos ovos de Páscoa com brinquedos devem constar o selo do Inmetro e a
idade recomendável para o brinquedo.
• Ovos de Páscoa em promoção podem estar quebrados e por isso têm o preço mais em conta
do que aqueles em perfeitas condições. Nesse caso, não há obrigação do fornecedor em
trocar o produto.
• Produtos fabricados artesanalmente, além de seguirem as mesmas regras de
comercialização dos industrializados, também estão obrigados a fornecer nota fiscal. Ela é a
principal garantia do consumidor em caso de troca ou reclamação.

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Copa do Mundo 2014: haverão ou não “feriados”?

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A incerteza de informações sobre a COPA DO MUNDO 2014, para a rotina dos brasileiros, beira à irresponsabilidade.

E uma delas diz respeito à falta de manifestação do Poder Público sobre os dias em que haverão jogos na Seleção Brasileira ou que ocorrerão em determinadas cidades-sede. Isso preocupa não só os consumidores, cidadãos e trabalhadores, mas também os próprios fornecedores/ empregadores.

Lei Geral da Copa já confere poderes para declarar como feriados os dias de ocorrência de jogo em cada lugar:

Art. 41. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios que sediarão os Eventos poderão declarar feriados os dias de sua ocorrência em seu território.

Mas, pelo que se verifica, é uma lei sem aplicabilidade imediata, já que depende da manifestação do Poder Público para ser concretizada.

É possível que seja decretado feriado em qualquer dia que ocorrer jogo do Brasil, mas isso ainda vai depender de manifestação do governo, que até a presente data, não ocorreu. De toda forma, já é possível se antecipar com relação aos dias de jogo, de acordo com o Calendário Oficial divulgado pela FIFA.

 Os dias programados para jogos do Brasil, na primeira rodada, são: 12 de junho (quinta-feira, às 17 horas, em São Paulo), 17 de junho (terça-feira, às 16 horas, em Fortaleza) e dia 23 de junho (segunda-feira, às 17 horas, em Brasília). Em razão da ausência de manifestação do Governo Federal, conforme dito, ainda não está certo se nesses dias serão decretados feriados, embora exista grande possibilidade que isso ocorra.

Por exemplo, na cidade de São Paulo os jogos da Copa do Mundo estão programados para ocorrer nos dias: 12 de junho (quinta-feira), 19 de junho (quinta-feira), 23 de junho (segunda-feira), 26 de junho (quinta-feira), 1º de julho (terça-feira) e 9 de julho (quarta-feira), mas a Prefeitura ainda não se manifestou formalmente sobre possíveis decretações de feriados.

Em Belo Horizonte foi editada a Lei Municipal n° 10.689, de 23/12/2013, que em grande parte reproduz o teor da Lei Geral da Copa, inclusive no tocante a competência do Prefeito para declarar como feriado ou ponto facultativo os dias em que os jogos forem realizados nesta cidade. A grosso modo, e a bem da verdade, reproduziu o que já existia e não trouxe, de fato, tanta importância ao assunto, de forma que também, até agora (ou seja, a dois meses desse evento), a Prefeitura também não se manifestou a respeito.

Então não resta outra opção a não ser a prevenção (considerando o Calendário divulgado pela FIFA) e, em seguida, a espera acerca de uma manifestação oficial (que muito possivelmente vai acontecer bem em cima da hora).

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Comportamento e consumo: por que o personagem da caixa de cereal olha sempre para baixo?

Matéria do site “MEGA CURIOSO” (todos os créditos são a este atribuídos) 

O importante é entender como o comportamento do consumidor direciona o comportamento do mercado e as suas estratégias, voltadas para trazer uma maior probabilidade de resultados positivos que são convertidos em consumo (e incentivo).

Especialistas desvendam o que existe por trás das ilustrações dos cereais e como elas influenciam o comportamento dos consumidores. 

Um estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, analisou 65 marcas de cereais para descobrir se as pessoas e personagens que aparecem nas embalagens influenciam no comportamento dos consumidores.

Os resultados do levantamento foram publicados na semana passada no periódicoEnvironment & Behavior e mostram que os cereais para crianças são dispostos nas duas prateleiras inferiores que ficam a cerca de 60 centímetros do chão, enquanto os produtos feitos para adultos ficam nas duas prateleiras superiores a uma média de 1,20 metro de altura.

Outro padrão que eles encontraram nas embalagens de cereais para crianças foi o uso de personagens cujos olhos estão em um ângulo médio de 9,6 graus para baixo – que é suficiente para fazer com que o personagem e a criança tenham contato visual. Por outro lado, as figuras que aparecem nas embalagens para adultos olham praticamente reto, buscando também o contato visual.

A influência e o comportamento

Mais do que entender quais são os mecanismos das empresas ao criar e expor seus produtos, os pesquisadores tinham como principal objetivo determinar se esses recursos causavam algum tipo de influência no comportamento dos consumidores.

Então, após analisar as embalagens e identificar as estratégias das empresas, os pesquisadores realizaram um segundo estudo para determinar os sentimentos e a conexão que os consumidores demonstravam com relação a cada marca.

Nesta etapa, os participantes precisavam dar uma nota para a confiança e a conexão que sentiam com o produto. Para isso, os pesquisadores mostraram aleatoriamente duas versões de uma embalagem: em uma delas o personagem (que era um coelho) estava olhando para a frente e na outra ele olhava para baixo.

Os resultados mostraram que a confiança na marca era 15% maior e o sentimento de conexão era 28% mais alto quando o participante estabelecia contato visual com o personagem. Além disso, quando existia contato visual, os voluntários afirmavam gostar mais do cereal do coelho (que se chama Trix) do que de outros cereais.

Isso nos mostra que, independente da idade do consumidor, o contato visual com as pessoas ou personagens que aparecem nas embalagens aumenta os pensamentos positivos com relação ao produto e influencia diretamente na escolha do consumidor.

O estudo realizado chegou a uma conclusão, mas que notadamente existem exceções (já que uma parte das embalagens de cereal não segue esse padrão).

Por curiosidade, pesquisei e reuni aqui algumas embalagens que demonstram o que a pesquisa esclareceu:

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Muito interessante, não é?

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