Consumo de itens estrangeiros bate recorde

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou no dia 22/11/11 que a participação dos produtos importados no consumo doméstico de bens industriais bateu recorde.

Segundo o trabalho, o coeficiente de exportação – que corresponde à participação das exportações na produção da indústria – era de apenas 10% em 1996, mas aumentou de forma contínua até 2006, quando chegou a 20,4%. Nos anos seguintes, essa participação recuou, terminando 2010 em 17,5%. De acordo com a CNI, a tendência de 2011 indica reversão da tendência de queda.

O aumento no consumo de produtos importados tem um efeito negativo na economia interna, mas esse crescimento é resultado da falha política economica adotada pelo país nos setores industriais. Digo isso no sentido de que aqui no Brasil são vários fatores burocráticos e tributários que fazem com que a importação pareça mais vantajosa.

Segundo matéria publicada no Portal Estado de Minas, o chefe do Departamento Econômico da CNI, Flávio Castelo Branco, avaliou que “é necessária uma reversão desse quadro, que é mais grave nos setores de têxteis e de bens de capital”.

A política industrial precisa se voltar para melhorar a competitividade, para obter mais inserção na economia mundial e, assim, favorecer o aumento do crescimento interno. Não podemos permitir que os dois coeficientes se distanciem mais ainda, como aconteceu nos últimos dois ou três anos”, advertiu Castelo Branco.

Segundo o economista, os fatores que mais atrapalham a competitivdade da economia brasileira são “a elevada carga tributária, as disparidades cambiais, os problemas de logística, custos de capital e acesso a financiamento, além de outros fatores ligados à inovação e educação. O viés para a importação tende a aumentar, favorecendo mais os produtos estrangeiros”.

Mais de um quinto do consumo total de bens industriais é atendido por importados, destaca o estudo. O coeficiente de penetração de importações no país alcançou 21,5% no acumulado dos quatro trimestres encerrados no terceiro trimestre deste ano, com alta de 1,2 ponto percentual em relação a 2010. Segundo a CNI, é o maior valor da série histórica.

Fonte: ABRAS e Portal Estado de Minas.

Anúncios

Sobre Laiane

é advogada militante e pesquisadora independente, especialista em Direito Empresarial pela PUC Minas.
Esse post foi publicado em Diversos e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s